A aliança “Escudo das Américas”, que reúne Estados Unidos e países da América Latina alinhados ideologicamente, comprometeu-se a adotar medidas contra 24 grupos criminosos, entre eles o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). O compromisso fala em congelamento de bens, restrição de vistos, responsabilização criminal e “outras medidas”. Assinam o texto 15 países, entre eles a Argentina e a Colômbia.A coalizão foi fundada em março, por iniciativa de Donald Trump. No discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o presidente dos EUA afirmou que Washington não vai mais permitir que as ameaças contra a América ganhem terreno em nenhum lugar do hemisfério ocidental. Ele ainda ameaçou usar o poderio militar norte-americano em ações de combate.Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (23), Paulo Velasco, professor de política internacional, afirma que a aliança “é uma postura hegemônica do Trump, mas que já conta com muitos países alinhados ideologicamente aos seus interesses, convergindo com esse tipo de postura que não vai na linha daquilo que o Brasil pensa tradicionalmente acerca da melhor maneira de combater o crime, que não é efetivamente pela via da militarização, muito menos a partir dessas iniciativas de simples caracterização das facções como grupos terroristas”.Segundo Velasco, a decisão deixa o Brasil “cada vez mais isolado”, o que causa desafios aos interesses brasileiros na região. “Então, é um Brasil mais pressionado nessa questão da segurança hemisférica regional, com vários outros países, além dos Estados Unidos, já buscando a caracterização do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. O Brasil entende que esse não é o melhor caminho, não é a melhor maneira de desarticular esses grupos”, diz.Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!






