Andreza Matais

Ministra recusou a missão, e presidente do Supremo deve decidir o destino das menções a Moraes, Nunes Marques, Toffoli e Fux

Andreza Matais
30/09/2026 04:00
Reprodução/TV Justiça
O presidente do Supremo, Edson Fachin, tentou convencer a ministra Cármen Lúcia a assumir os casos envolvendo integrantes da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A coluna apurou que a ministra recusou a missão.
O Supremo terá de analisar a situação de quatro ministros: Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux.
Fachin avocou para seu gabinete a parte do inquérito que menciona os colegas e tentou repassar a tarefa a Cármen Lúcia. “Deus me livre”, teria reagido a ministra. A coluna revelou que Cármen já procurou o ministro Alexandre de Moraes para prestar solidariedade diante da exposição do seu caso na mídia.
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Entre os demais ministros, a coluna apurou que a disposição é a mesma. Sem alternativa, caberá a Fachin decidir o que fazer com as menções aos integrantes do tribunal.
Dino e Fachin não se falam
O clima no Supremo segue de guerra. Fachin e o ministro Flávio Dino não se falam mais desde a sessão que expôs a crise na Corte e colocou os dois em lados opostos sobre a investigação de Moraes. A coluna apurou que a comunicação entre eles passou a ser feita por intermédio do ministro Cristiano Zanin.
André Mendonça sequer olha para alguns dos colegas. Quando o encontro é inevitável, abaixa os olhos para evitar até mesmo os cumprimentos protocolares.
Nesta terça-feira, Fachin chegou a ouvir ministros reservadamente para saber se haveria um novo enfrentamento caso incluísse na pauta o caso de Nossa Senhora.
A resposta foi que um grupo acusaria o outro de usar o episódio para beneficiar Lula ou Flávio Bolsonaro. Fachin também ouviu o conselho de que a crise deveria ser resolvida pelo TSE. Caso contrário, a sessão no Supremo poderia ser ainda mais quente do que aquela que tratou do caso Moraes.
Fachin ouviu queixas de que o ministro André Mendonça decidiu monocraticamente que vídeos acusando Flávio Bolsonaro de vetar Nossa Senhora como Padroeira do Brasil deveriam ser retirados do ar. E que a discussão deveria se dar no plenário do TSE.
Diante disso, Fachin convenceu o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a pautar o tema no TSE para evitar o embate no Supremo.


