Drosophila sturtevanti é a mais abundante das espécies de Drosophila saltans, um grupo neotropical da família Drosophilidae que ocorre predominantemente em áreas florestais. No Brasil, é mais abundante em áreas de Mata Atlântica , apesar de também ocorrer em áreas de Cerrado. A identificação da espécie depende da dissecção do edeago, bastante característico, que permite a distinção entre espécies do grupo, que em outros caracteres são muito parecidas .
Histórico inicial de estudos O histórico dos estudos com esta mosca é um passeio pela história da genética e da evolução. A espécie foi nomeada em homenagem a Alfred Sturtevant, o geneticista que, ainda estudante de graduação, formulou o primeiro mapa genético, consolidando, junto a seu orientador, Thomas Morgan, o fato de que os fatores mendelianos se encontram nos cromossomos. Em evolução, a espécie foi alvo de estudos por ninguém menos que Theodosius Dobzhansky durante suas viagens à América Latina, quando formou a primeira geração de geneticistas de Drosophila no Brasil, com ênfase em evolução . Especificamente, Drosophila sturtevanti foi alvo de numerosos trabalhos focados principalmente no isolamento sexual de indivíduos pertencentes a diferentes populações .
Estudos com Wolbachia Os estudos envolvendo a associação de insetos com a Wolbachia ficaram famosos graças ao uso da bactéria no controle de arboviroses, como Dengue, Zica e Chicungunha. Wolbachia, no entanto, não se hospeda apenas nas células de Aedes aegypti, mas em numerosas espécies de insetos, fazendo da Wolbachia o endossimbionte mais bem sucedido entre os que infectam animais. Em 2006, Wolbachia foi detectada pela primeira vez em espécimes de D. sturtevanti . Desde então, a associação vem sendo investigada em estudos que envolvem a distribuição da bactéria no corpo do hospedeiro e as consequências da infecção no fitness das moscas .
Referências