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Intenções de voto, indecisão e 'medo de Bolsonaro': os reflexos do discurso sobre Bolsa Família na pesquisa Quaest
Intenções de voto, indecisão e 'medo de Bolsonaro': os reflexos do discurso sobre Bolsa Família na pesquisa Quaest · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Sondagem registrou variações consideráveis nos recortes por beneficiários do programa

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Bolsa Família volta a pautar campanha após falas de Flávio e cotada a ministra abastecerem ataques de Lula. — Foto: Reprodução

O acirramento das discussões sobre o Bolsa Família, que ganhou centralidade nos últimos dias, já surtiu alguns efeitos na nova pesquisa Quaest. Os beneficiários do programa social registraram variações nas intenções de voto, estão mais indecisos na sondagem espontânea e reforçaram o temor de um eventual retorno da família Bolsonaro ao poder.

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Na pesquisa estimulada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou dois pontos para cima em uma semana entre os que recebem o auxílio e chegou a 62%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) caiu quatro e tem 27%. Os movimentos se deram enquanto o patamar visto entre os não-beneficiários ficou na mesma.

Um dos dados mais impressionantes está na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos candidatos disponíveis. O percentual dos indecisos entre os beneficiários, aqui, mais que dobrou: saiu de 7% para 19%. Trata-se de uma ascensão bem maior que a registrada pelos não-beneficiários, que foram de 8% para 12%.

Outro ponto que evidencia as mudanças da semana passada para a atual é a pergunta que testa se o eleitor tem mais medo da continuidade de Lula ou da volta dos Bolsonaro ao governo. Estável no grupo dos que não recebem o auxílio, a curva se abriu entre quem conta com ele.

Agora, 63% temem mais o retorno da família de Flávio, e apenas 23% mencionam a sequência do lulismo como principal temor. O placar era de 58% a 29% na .

Flávio, aliás, é rejeitado por 68% dos beneficiários, e o percentual cai para 48% entre quem não recebe o auxílio. No caso de Lula, a diferença é ainda mais brusca: apenas 27% no grupo dos beneficiários, ante 53% nos demais.

A Quaest ouviu 2154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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