Um microponto é um texto ou uma imagem com tamanho substancialmente reduzido para evitar a deteção por destinatários não intencionais. Os micropontos são normalmente circulares e têm cerca de 1 milímetro (0,039 in) de diâmetro, mas podem ser fabricados em diferentes formatos e tamanhos e feitos de vários materiais, como poliéster ou metal. O nome vem do facto de que os micropontos geralmente têm o tamanho e a forma de um ponto tipográfico, como um ponto final ou o ponto de um "i" ou "j" minúsculo. Os micropontos são, fundamentalmente, uma abordagem esteganográfica para proteção de mensagens.

História

Em 1870, durante a Guerra Franco-Prussiana, Paris estava sitiada e as mensagens eram enviadas por pombos-correio. O fotógrafo parisiense René Dagron usou microfilme para permitir que cada pombo carregasse um grande volume de mensagens, já que os pombos podem carregar pouco peso. A melhoria na tecnologia desde então tornou possível uma miniaturização ainda menor. No Congresso Internacional de Fotografia de 1925, em Paris, Emanuel Goldberg apresentou um método para produzir micropontos de extrema redução usando um processo de duas etapas. Primeiro, um negativo reduzido inicial era feito; em seguida, a imagem do negativo era projetada da ocular de um microscópio modificado sobre uma emulsão de colódio, no local onde a lâmina com a amostra seria colocada. A redução era tal que uma página de texto podia ser reproduzida legivelmente numa área de 0,01 mm2. Esta densidade é comparável ao texto inteiro da Bíblia cinquenta vezes numa polegada quadrada. O "Mikrat" (microponto) de Goldberg foi amplamente divulgado na época em publicações em inglês, francês e alemão. Uma técnica comparável aos micropontos modernos para fins esteganográficos foi usada pela primeira vez na Alemanha durante o período entre guerras. Posteriormente, também foi utilizada por muitos países para transmitir mensagens através de canais postais inseguros. As técnicas de micropontos posteriores utilizavam filmes com corante de anilina, em vez de camadas de haleto de prata, pois isso dificultava ainda mais a deteção por agentes de contraespionagem. Um artigo popular sobre espionagem de J. Edgar Hoover na Reader's Digest em 1946 atribuiu a invenção dos micropontos ao "famoso Professor Zapp da Universidade Técnica de Dresden". Este artigo foi reimpresso, traduzido e amplamente citado, sem qualquer sentido crítico, na literatura sobre espionagem. Nunca existiu um Professor Zapp nessa universidade; O Zapp de Hoover foi erroneamente identificado com Walter Zapp, inventor da câmera Minox, que foi usada por espiões, mas não fabricava micropontos. Hoover parece ter confundido Emanuel Goldberg, que era professor em Dresden, com Kurt Zapp que, no final da Segunda Guerra Mundial, esteve em Dresden e ensinou espiões a fabricar micropontos.

Uso moderno A identificação por microponto é um processo no qual pequenas etiquetas de identificação são gravadas ou codificadas com um número de série único ou, para uso em veículos, com um número de identificação do veículo (VIN) ou número de identificação do ativo. Na África do Sul, é obrigatório por lei que todos os veículos novos vendidos desde setembro de 2012 e todos os veículos que necessitam de autorização policial tenham um micropontos instalado. Algumas impressoras imprimem, além do conteúdo do documento solicitado, pequenos pontos amarelos contendo o número de série da impressora e um carimbo de data/hora.

Ver também Fotolitografia

Referências

Ligações externas Fotografia de micropontos