Milena Teixeira

Senador Flávio Bolsonaro havia criticado a proposta, mas anunciou apoio diante da pressão pelo fim da escala 6x1

Camila Xavier

14/10/2026 05:30

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, na terça-feira (13/10), uma mudança de posição sobre a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Após defender um modelo de jornada flexível, ele afirmou que votará a favor da proposta apoiada pelo governo Lula (PT).

Para integrantes do PT, a mudança de postura ocorre em meio à perspectiva de aprovação da matéria, diante da margem de votos contabilizada pelo Palácio do Planalto e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro
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Flávio Bolsonaro disputa a presidência da República
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Flávio Bolsonaro
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Segundo parlamentares, Alcolumbre assegurou a integrantes do governo que a PEC conta com outros 16 votos favoráveis, além dos 41 já contabilizados pelo Planalto. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
Na avaliação de aliados de Lula, Flávio e seus interlocutores calcularam que o governo teria votos suficientes para aprovar a medida e avaliaram que aderir à proposta seria a melhor estratégia diante do risco de contrariar trabalhadores favoráveis ao fim da escala 6×1.
Além de demonstrar confiança no placar, Alcolumbre afirmou, na terça-feira, que há apoio suficiente para analisar um requerimento de calendário especial. Se aprovado, o mecanismo permitirá que o Senado vote a PEC em primeiro e segundo turnos já nesta quarta-feira (14/10).
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A agenda prevê a quinta e última sessão de discussão da matéria, seguida da votação em primeiro turno. Pelas regras habituais, é necessário um intervalo de cinco dias entre as duas votações. O prazo, porém, pode ser reduzido caso o plenário aprove o calendário especial.
Para apresentar o requerimento, são necessárias 54 assinaturas, o equivalente a dois terços dos integrantes do Senado. A solicitação também precisa ser aprovada pelo plenário.
Recuo de Flávio Bolsonaro
Flávio anunciou seu apoio à PEC na manhã de terça-feira. Em manifestações anteriores, o senador havia classificado a proposta como “oportunista” e “eleitoreira”.
Ao explicar a mudança de posição, o pré-candidato afirmou que levou em consideração a opinião dos trabalhadores brasileiros.
“Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6 por 1. Então, vou votar a favor do fim da 6 por 1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho”, declarou.


