Robert Marvin Shelton (Tuscaloosa, 12 de junho de 1929 – Tuscaloosa, 17 de março de 2003) foi um vendedor e impressor estadunidense que tornou-se notório como o Mago Imperial da United Klans of America [en] (UKA), um grupo da Ku Klux Klan (KKK) que esteve ativo desde o início da década de 1960 até 1987.
Carreira e atividades na Ku Klux Klan Shelton trabalhou como operário de fábrica e vendedor de pneus. Ele também foi proprietário de uma gráfica. No final da década de 1960, Shelton concorreu ao cargo de Comissário de Polícia em Tuscaloosa, no estado do Alabama, terminando a disputa em quinto lugar. Após a morte do Mago Imperial Eldon Edwards [en], a organização original da Ku Klux Klan (KKK) começou a se fragmentar sob a liderança de Roy Elonza Davis [en] na década de 1960. Shelton fundou uma nova organização, a United Klans of America [en] (UKA), em um esforço para unificar as diversas facções da KKK, assumindo a liderança em 1961. Em seu auge, o grupo alcançou um número estimado de 30 mil membros. De acordo com o Federal Bureau of Investigation (FBI), por volta de 1965, a organização de Shelton já havia superado as outras facções para se tornar a maior dos Estados Unidos. Em 1966, Shelton foi condenado a um ano de prisão e multado em mil dólares por desacato ao Congresso dos Estados Unidos, após se recusar a entregar as listas de membros ao Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (HUAC). No ano de 1969, após perder seus recursos, ele se apresentou à prisão para cumprir a pena. Em 1984, James Knowles, integrante da UKA em Mobile, foi condenado pelo assassinato de Michael Donald, ocorrido em 1981. Durante o julgamento, Knowles afirmou que ele e Henry Hays mataram Donald "para demonstrar a força da Klan no Alabama". Em 1987, o Southern Poverty Law Center moveu uma ação civil em nome da família da vítima contra a UKA, responsabilizando a organização pelo linchamento de Donald, um jovem negro de 19 anos. Sem condições de pagar a indenização de 7 milhões de dólares estipulada pelo júri, a UKA foi forçada a transferir sua sede nacional para a mãe de Donald, que posteriormente vendeu a propriedade. Durante o julgamento civil, Knowles afirmou que estava “cumprindo as ordens” de Bennie Jack Hays, pai de Henry Hays e braço direito de longa data de Shelton.
No ano de 1994, Shelton descreveu a Klan como uma sombra do que fora no passado:"A Klan nunca retornará. Não com os mantos, os comícios, a queima de cruzes e desfiles, tudo o que fazia da Klan a Klan — o misticismo, o que chamávamos de 'Klankraft'. Ainda sou um membro da Klan, sempre serei. A Klan é a minha crença, minha religião. Mas não funciona mais. A Klan se foi. Para sempre."
Morte Shelton morreu em decorrência de um ataque cardíaco em 17 de março de 2003, em sua cidade natal, em Tuscaloosa, no Alabama.
Referências
Ligações externas
História da United Klans of America (em inglês) Biografia de Robert Shelton (em inglês) Fotos de Robert Shelton nos Arquivos do Mississippi

