Sergei Filonov, médico de formação, é autor de vários livros populares sobre jejum terapêutico seco. Destaca-se pelo seu interesse pelas «reservas ocultas» do corpo e a sua própria experiência com longos períodos de abstinência total de alimentos e água. Com base nessa experiência e na sua prática com pacientes, ele desenvolveu um regime chamado jejum seco fracionado, que descreve como mais «suave e fácil de gerir» do que um único curso longo.
Biografia Sergei Filonov nasceu numa família de médicos numa pequena cidade perdida nos contrafortes das montanhas Altai, na Sibéria Ocidental. Sergei Filonov, um jovem estudante do Instituto Médico de Altai, tinha a intuição de que o que seria necessário para tratar qualquer doença eram os próprios medicamentos naturais funcionassem em benefício do corpo, usando trabalho árduo, paciência e força de vontade. Filonov tornou-se conhecido por popularizar o método do jejum a seco em detrimento do jejum tradicional que permite ingestão de água. Esta abordagem tem sido cada vez mais amplamente estudada e praticada na Rússia, onde Filonov se tornou uma das maiores autoridades em jejum terapêutico seco. O Dr. Filonov supervisionou mais de 10 000 pacientes na sua clínica nas montanhas Altai, aplicando jejuns médicos secos rigorosos para tratar uma grande variedade de doenças crónicas. A sua abordagem, baseada em observações clínicas e décadas de experiência, revela que o jejum seco é uma ferramenta poderosa para a regeneração celular e a cura, se feito corretamente e supervisão médica.
Carreira Em 1990 Sergei e seus colegas abriram uma unidade de jejum terapêutico no resort de saúde Goryachinsk, às margens do Lago Baikal apesar apesar da regulamentação excessiva típica de todas as grandes estruturas de medicina soviética contribuindo assim para avançar com os seus estudos acerca das potencialidades do jejum seco. O jejum produziu bons resultados. Permitiu suprimir a asma, a hipertensão, a artrite e foi usado com sucesso no tratamento da esquizofrenia. Era psicologicamente difícil começar a realizar jejum seco em pacientes. Ao estudar medicina convencional Sergei aprendeu só se pode sobreviver de 3 a 5 dias sem água, após os quais a morte seria iminente. No entanto o primeiro paciente que se submeteu a um jejum seco, sofria de prostatite crónica. Depois disso, Sergey e os seus colegas começaram a tentar gradualmente jejuns secos de 3 a 5 dias para pacientes no resort Goryachinsk. Um deles durou até 7 dias e o efeito foi positivo. O encontro de Sergey com um dos fundadores da escola russa de jejum seco, Leonid Schennikov, que ocorreu em 1994 numa conferência sobre jejum terapêutico na República da Buriácia, serviu de impulso para aumentar a duração do jejum. O encontro com Shchennikov e as interações com seus pacientes inspiraram Sergey. e ao retornar a Altai, ele próprio passou por um jejum de dez dias. Através da tentativa e erro os prazos máximos de jejum a seco mais eficazes são de 10 ou 11 dias, mas a prática provou que o efeito terapêutico máximo ocorre no 9o dia.
Estudos e Pesquisa A experiência única que Sergey Filonov adquiriu ao longo de 25 anos de trabalho com pacientes é partilhada nos seus livros. Muitas das regras descritas por Sergey Filonov foram desenvolvidas por médicos soviéticos entre os anos 1960 e 1990. O Ministério da Saúde da URSS conduziu uma extensa pesquisa com o objetivo de introduzir o jejum como método de tratamento clínico, criando manuais contendo protocolos detalhados e recomendações sobre o uso do jejum para diversos fins clínicos. Filonov despertou o interesse sobre formas de como encurtar o jejum clássico com água uma vez que que para obter o efeito esperado ele deveria durar entre 2,5 e 4 semanas, o que, obviamente, é um período muito longo para um paciente permanecer no hospital. Pesquisas sobre o jejum seco realizadas no início da década de 1990 demonstraram a sua alta eficácia — o resultado de um dia de jejum seco é aproximadamente igual ao de três dias de jejum com água. Essa descoberta permitiu reduzir significativamente a duração do tratamento. O método combinado — três dias de jejum seco seguidos de 10 a 14 dias de jejum com água — tem sido usado na prática clínica desde a década de 1990. Um facto adicional incomum também foi descoberto: descobriu-se que, por mais contraintuitivo que possa parecer, o jejum seco é muito mais bem tolerado do que o jejum húmido.
O Método Filonov A recusa total de alimentos, com exceção da água, de acordo com Filonov, é um jejum de curta duração, que ajuda a eliminar não só doenças menores, mas também doenças crónicas graves que surgem como resultado de vários tipos de processos inflamatórios no corpo. Durante a falta de nutrição, as células saudáveis são ativadas e destroem as células enfraquecidas, mutantes ou doentes, a fim de obter nutrição. Assim, os microrganismos, parasitas e protozoários agressivos morrem. Os focos de inflamação são suprimidos e as células cancerosas são destruídas. Condições extremas provocam o uso das forças ocultas de reserva do corpo. Os alimentos e a água são retirados dos focos de inflamação, fazendo com que os processos patológicos sejam anulados. Filonov no livro 20 Questions and Answers about Dry Fasting tenta apresentar os postulados básicos da metodologia em uma linguagem simples e acessível aos leitores. O autor dá conselhos sobre como realizar corretamente o jejum seco em casa, recomenda regras especiais para iniciar o procedimento e sair corretamente. É impossível aplicar o método de recusa total de alimentos e água de longa duração (5-11 a dias) sem preparação prévia e acompanhamento de profissional de saúde.
Crítica "Os defensores do método de Filonov afirmam que o jejum seco «desencadeia uma autofagia poderosa», ativa as defesas antitumorais, «rejuvenesce» o corpo, limpa-o de resíduos e toxinas e, supostamente, permite o tratamento de doenças crónicas graves. [...] mas baseiam-se principalmente na experiência observacional do autor e nos testemunhos de pacientes, em vez de estudos controlados em grande escala." "Para indivíduos com sobrepeso e obesos, o jejum terapêutico e o jejum intermitente resultam em perda de peso e perda de gordura. Revisões sistemáticas mostram que, em média, esses regimes não são melhores do que a restrição calórica contínua clássica, mas também são comparáveis em termos de perda de peso [...]" "Para doenças inflamatórias do sistema musculoesquelético, principalmente artrite reumatoide, há evidências de redução da dor e da rigidez matinal, bem como melhora do estado funcional, com o jejum terapêutico, especialmente quando combinado com uma dieta à base de vegetais. [...] No entanto, o jejum não substitui a terapia antirreumática padrão, mas serve como um complemento."
Livros Publicados Before Dry Fasting 20 Q&A about Dry Fasting
Referências

