O mero efeito de propriedade é o efeito relacionado ao fato de que os indivíduos que possuem um bem tendem a avaliá-lo de forma mais positiva do que os que não o possuem. Esse efeito normalmente é percebido em um paradigma no qual alguns participantes de um experimento são designados aleatoriamente para possuir um bem (que, nesse contexto, seriam os proprietários), recebendo-o de forma gratuita, enquanto outros participantes são designados aleatoriamente para simplesmente avaliar o mesmo bem sem recebê-lo. Nesse contexto, os participantes que possuem o bem normalmente classificam-no como mais atraente do que os participantes que não o possuem. Não é necessário possuir realmente um bem para exibir o mero efeito de propriedade. Simplesmente tocar nele ou imaginar que o possua é suficiente para instanciar o mero efeito de propriedade. O mero efeito de propriedade é frequentemente apresentado como um cenário em que as pessoas mostram o efeito de dotação que não pode ser explicado pela aversão à perda.
Origens Existem principalmente duas propostas para explicar o mero efeito de propriedade. Ambos dependem da associação de um bem com o "eu".
Teoria do apego Um conjunto de pessoas acredita que essas autoassociações assumem a forma de um apego emocional ao bem. Uma vez formado o apego, a perda potencial do bem é percebida como uma ameaça ao eu. Teoria da memória autorreferencial Outro conjunto de indivíduos acredita que a ser proprietário do produto aumenta o valor percebido dele através de um efeito de memória autorreferencial (ERE) – a melhor codificação e recordação de estímulos associados ao autoconceito. Os atributos de um bem podem ser mais acessíveis aos seus proprietários, quando comparados a outros atributos da transação. Como a maioria dos bens tem mais características positivas do que negativas, este viés de acessibilidade deverá resultar em proprietários que avaliem os seus bens de forma mais positiva do que os não proprietários.
Veja também Efeito de mera exposição
Referências