Pareiorhaphis nasuta é uma espécie da família Loricariidae e do gênero Pareiorhaphis.

Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2007 por Fábio A. Vieira, Edson H. L. Pereira e Roberto Esser dos Reis. Pareiorhaphis nasuta foi descrita formalmente pela primeira vez em 2007 pelos ictiólogos brasileiros Edson H. L. Pereira, Fábio Vieira e Roberto Esser dos Reis, tendo como localidade-tipo o ribeirão Areia Branca, afluente da usina hidrelétrica Túlio Cordeiro de Mello, na bacia de drenagem do rio Matipó, integrante da drenagem do rio Doce, nas coordenadas 20°11'17"S, 42°22'27"W, distrito de Granada, município de Abre Campo, no estado de Minas Gerais. O Catalog of Fishes de William N. Eschmeyer classifica o gênero Pareiorhaphis na subfamília Hypoptopomatinae, os cascudinhos, dentro da família Loricariidae.

Etymology Pareiorhaphis nasuta é uma espécie do gênero Pareiorhaphis, cujo nome combina pareio, derivado de pareiá, que significa “bochecha” em grego, e rhaphis, que significa “agulha”. Trata-se de uma referência aos odontódeos hipertrofiados em forma de agulha presentes nas bochechas dos machos em condição reprodutiva. O nome específico nasuta significa “nariguda” ou “de nariz longo”, em alusão ao focinho alongado característico desta espécie.

Description Pareiorhaphis nasutapossui um espinho e 7 raios moles na nadadeira dorsal, além de 6 raios moles na nadadeira anal. Pode ser diferenciada das demais espécies de seu gênero pelo focinho marcadamente mais longo. Esta espécie possui corpo alongado e atinge um comprimento padrão de 9,5 cm.

Distribution and habitat Pareiorhaphis nasuta é endêmica do Brasil, onde está restrita à bacia do rio Doce, em Minas Gerais. Este bagre é encontrado em trechos de corredeiras, entre matacões e seixos. Indivíduos maiores e machos adultos foram encontrados entre os matacões e em trechos de correnteza rápida.

Conservation status Pareiorhaphis nasuta é conhecida apenas da bacia do rio Doce, em Minas Gerais, e encontra-se ameaçada pela construção de barragens hidrelétricas e pelo desmatamento, que provocam o assoreamento dos riachos onde vive. A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica esta espécie como “Quase ameaçada”.

Referências

Ligações externas Documentos sobre Pareiorhaphis nasuta na Biodiversity Heritage Library Observações de Pareiorhaphis nasuta no iNaturalist Pareiorhaphis nasuta no GBIF