Rhacostoma atlanticum é uma espécie de água-viva popularmente conhecida como água-viva-cristal-do-atlântico. Pertence à classe Hydrozoa. É uma das espécies de medusa mais comuns da costa do Brasil.
Taxonomia Foi descrita pela primeira vez em 1851.
Ciclo de vida O ciclo de vida foi elucidado com estudos em laboratório. Medusas vivas foram coletadas e armazenadas em água do mar. 24 horas depois da incubação dos ovos, larvas plânulas foram identificadas, permanecendo neste estágio por 7 a 15 dias até sofrerem metamorfose e se tornarem pólipos estolonais, tubulares e elongados e 15 tentáculos. Após 9 a 10 dias, os pólipos liberaram as primeiras medusas, inicialmente com dois tentáculos, até atingirem quatro tentáculos dentro de 30 dias. Alguns pólipos apresentaram regressão, perdendo os tentáculos, mas depois gerando novos. A larva plânula tem 140 μm de comprimento, os tentáculos dos pólipos 620 μm, e a medusa jovem 670 μm de largura 570 μm de altura. Medusas com 6 cm de diâmetro pesam em média 28 g, quando pesadas molhadas. Quando adulta, a medusa pode atingir 30 a 40 centímetros de largura e altura 3 a 4 vezes menor. Têm 80 a 100 canais radiais, ainda mais tentáculos alongados e cônicos, e vários estatocistos. A fase de medusa possui tentáculos curtos e toxinas fracas em seus nematocistos, não sendo considerada uma espécie perigosa para humanos.
Ocorrência É umas das duas espécies de medusa mais comum da costa sul do Brasil. Possui produção contínua em todo o ano, mas maior ocorrência nos meses quentes de verão, mas grande variação de um ano para o outro. É conhecida pela sua interferência com a pesca, sendo encontrada acidentalmente na pesca artesanal de camarões. Também ocorre em regiões da Colômbia e Argentina, na costa do Oceano Atlântico.
Referências