As eleições estaduais em São Paulo em 2026 ocorrerão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, setenta deputados federais e noventa e quatro deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 até 6 de janeiro de 2031. O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está apto a disputar um segundo mandato pela lei eleitoral.

Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais em São Paulo seguem o calendário delas:

Antecedentes Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito em 2022 por 55,27% dos votos válidos contra Fernando Haddad (PT), em uma eleição que marcou o fim da era do PSDB, que governava São Paulo desde 1994 quando Mário Covas foi eleito naquela ocasião (apesar de um breve hiato em 2006 quando Cláudio Lembo governou o estado entre março e dezembro daquele ano, sendo filiado ao PFL, e no período em que Márcio França, do PSB, governou o estado entre abril e dezembro de 2018, após a renúncia de Geraldo Alckmin para, novamente se candidatar a presidência da república). Em seu primeiro mandato, ficaram marcados o leilão da Rodoanel Mário Covas, além da privatização da Sabesp, medida considerada controversa, motivando manifestações pelo estado, e o leilão de três linhas de trens da CPTM: as linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e a operação do Expresso Aeroporto, incluídos no chamado "Lote Alto Tietê". Já no ensino público, Freitas privatizou algumas unidades de ensino. Na gestão de Tarcísio, no que descreve a segurança pública, em 2023, houve um corte de ao menos 37,3 milhões de reais no programa de câmeras corporais nos policiais do Estado e o número de pessoas mortas pela Polícia Militar aumentou em 34%. A SSP registrou ainda número recorde de estupros e feminicídios no Estado, mas ainda assim gastou apenas 3% do valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a implantação de Delegacias de Defesa da Mulher 24 horas (DDM). Para 2024, Tarcísio congelou os investimentos de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Os 5 milhões de reais do programa deveriam sair dos cofres da Secretaria de Políticas para a Mulher, mas a verba foi congelada por um decreto assinado pelo governador em 18 de janeiro. Também em 2024, com a Operação Escudo, Tarcísio foi denunciado formalmente à ONU devido à letalidade da operação. Ainda que o governo paulista já tenha sido denunciado anteriormente, foi a primeira vez que o governador foi implicado diretamente. Freitas vinha mantendo uma relação amistosa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo que agradava apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo amplo alinhamento com políticas direitistas, que envolviam o apoio a eleição do presidente estadunidense Donald Trump e de sua gestão, além do apoio direto ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, unindo também governadores de oposição ao presidente Lula. Durante o segundo semestre de 2025, Tarcísio era considerado pela mídia como uma das opções de "terceira via" contra Lula e Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026, recebendo apoio de entidades empresariais, a exemplo dos empresários da Faria Lima. No entanto, Freitas descartou qualquer hipótese de disputar a eleição presidencial e anunciou que tentaria a reeleição.

Candidatos a governador

Desistências Kim Kataguiri (MISSÃO) — Deputado Federal por São Paulo (2019–2026). Em 20 de junho de 2026, o deputado anunciou que iria buscar a reeleição para a câmara federal, além de se oferecer ao cargo de Ministro da Fazenda em caso de vitória de Renan Santos, afirmando que irá se dedicar na construção de uma equipe econômica para o companheiro de chapa. Além disso, o MISSÃO ainda não havia decidido se declararia neutralidade nas eleições estaduais paulistas ou se lançaria uma chapa própria com outros nomes. Paulo Serra (PSDB) — Prefeito de Santo André (2017–2025). Anunciou sua desistência de disputar o governo do estado de São Paulo, decisão que reposiciona sua estratégia política para o pleito seguinte. Em vez de manter a pré-candidatura ao Executivo estadual, ele optou por concentrar esforços na candidatura a deputado federal, buscando ampliar sua atuação no Congresso Nacional e fortalecer sua base política em âmbito federal. Camilo Terra (PCB) — Servidor Público. Teve que retirar a sua pré-candidatura após apresentar problemas no Ministério Público Federal, sendo substituído por Carlos Machado.

Candidatos a senador

A eleição senatorial em São Paulo em 2026 ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil, estava em jogo a cadeira do então senador Alexandre Giordano, do PODE, e da senadora Mara Gabrilli, do PSD. Alexandre Giordano (PODE), primeiro suplente eleito em 2018 na composição encabeçada por Major Olímpio, do então Partido Social Liberal assumiu o cargo em 31 de março de 2021 em função do falecimento do então titular por morte encefálica em consequência da COVID–19. Giordano declarou que não buscaria a reeleição. No dia 6 de março de 2026, a senadora Mara Gabrilli, eleita em 2018 pelo Partido da Social Democracia Brasileira e que em 2023 deixou o partido após 19 anos se filiando ao PSD, anunciou que para as eleições previstas para outubro de 2026, estaria se pré-candidatando a deputada estadual, deixando sua cadeira no Senado após 8 anos.

Desistências Rodrigo Manga (Republicanos) — Prefeito de Sorocaba (2021–2026). Chegou a anunciar uma pré-candidatura ao senado em setembro de 2025, mas, devido as investigações pela Justiça Federal por envolvimento na Operação Copia e Cola, e após ter sido reconduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2026 ao cargo de chefe do executivo sorocabano, acabou decidindo desistir da disputa e cumprir o mandato à frente do município citado. Sikêra Júnior (Republicanos) — Apresentador de televisão e jornalista. Apesar de alguns portais de notícias terem anunciado Sikêra como candidato ao Senado, o jornalista na verdade lançou a sua pré-candidatura à deputado federal pelo estado, conforme anunciou em pronunciamento pela TV A Crítica. Márcio França (PSB) — Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil (2023–2026). Apesar de ter anunciado a pré-candidatura ao senado, a chapa de Fernando Haddad (PT) decidiu que o ex-governador de São Paulo seja o seu vice. Mara Maravilha (sem partido) — Apresentadora de televisão e cantora. Em janeiro de 2026, durante a caminhada com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção à Brasília, saindo de Belo Horizonte, Mara chegou a apresentar uma intenção de se lançar candidata ao senado. No entanto, acabaria desistindo após não conseguir oficializar a sua candidatura como independente, uma vez que pela legislação eleitoral, é obrigatório que a proponente se filie a um partido político para disputar as eleições e Mara acabaria decidindo não se filiar a algum tipo de agremiação por opção própria. Carlos Machado (PCB) — Professor. Com a retirada da pré-candidatura de Camilo Terra ao governo de São Paulo, Machado foi escolhido para ser o seu substituto na chapa. Paulo Barbosa (Avante) – Presidente do diretório paulistano do Avante. Apesar de ter lançado a sua candidatura no dia 3 de agosto de 2026, Barbosa acabaria desistindo em comum acordo com o partido, visando preservar a unidade da coligação "Coragem para seguir andando" que lançou as candidaturas de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Pesquisas de opinião

Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados no artigo citado. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Debates Os debates televisionados estão previstos para ocorrer entre os dias 9 de agosto e 29 de setembro de 2026 no primeiro turno. As emissoras optaram por convidar apenas os candidatos bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.

Notas e referências

Notas

Referências