O massacre do Rio Branco é um tiroteio escolar ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, Acre. Um estudante de 13 anos matou duas funcionárias e feriu outras duas pessoas, sendo detido depois.
Ataque Por volta das 13h30, um estudante de 13 anos, armado com uma pistola .380, entrou na sua escola sem dificuldade, já por ser um estudante, ninguém percebeu que ele estava armado. O estudante abriu fogo dentro da escola. A escola estava passando por reforma, o que fez os estudantes confundirem os sons de tiros com os sons das reformas. Duas funcionárias, ao perceberem a chegada do atirador, tentaram impedi-lo e segurá-lo, mas foram atingidas e morreram na hora. Outra funcionária e uma aluna da escola foram atingidas. Ao meio aos disparos, uma estudante de 11 anos que estava em uma sala de aula no momento do ataque relatou a imprensa: "Quando começaram os tiros, a professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz. Depois chamou a gente pra entrar, sentar perto da porta, pra não entrarem". Estudantes e professores barricaram as salas ao escutarem os tiros. Eduardo Rodrigues Cavalcante, um funcionário de um hotel, comentou que viu estudantes tentando saltar o muro para fugir dos tiros, um deles se abrigou no próprio prédio. O estudante chegou a largar a pistola na escadaria da escola, sem saber como recarregar. Chegando a descarregar um pente da arma de fogo. O estudante se entregou às autoridades após o ataque.
Vítimas Três funcionárias e uma estudante foram atingidos no ataque. Duas das funcionárias morreram na hora, elas foram identificadas como Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, ambas as vítimas fatais eram inspetoras da escola. Uma terceira funcionária e uma aluna de 11 anos chegaram a ser atingidas nas regiões da perna e pé. Elas foram socorridas e levadas ao pronto-socorro, onde foram tratadas e receberam alta no mesmo dia, sem ter sequelas.
Perpetrador O atirador foi identificado como um estudante de 13 anos que usou a arma de fogo do seu padrasto, que é advogado. A arma de fogo usada era uma pistola .380. O estudante havia conseguido a pistola no cofre do padrasto e a levou para a escola sem que algum familiar percebesse. Há suspeita de que o atirador sofria bullying dentro da escola, mas as autoridades investigam o motivo do ataque. Dilvan Braga, viúvo de uma das inspetoras mortas, comentou à imprensa que ela sabia que corria risco de morrer, pois o padrasto do atirador já havia alertado sobre o bullying que o estudante sofria e que, caso não resolvessem, o próprio estudante revelou que “resolveria o problema sozinho” e “sem sofrer consequências”.
Consequências Após o ataque, a prefeitura de Rio Branco e o governo do Acre suspenderam as aulas de todas as escolas e colégios da região por três dias. O governo também anunciou medidas como acompanhamento das vítimas do ataque e apoio psicológico para estudantes e professores. Estudantes fizeram uma roda e fizeram uma oração na escola. Por conta do ataque, a Polícia Militar (PM) teve que conter o tumulto que tava ocorrendo nas proximidades da escola. O padastro do atirador, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, chegou a ser detido, já que a arma de fogo usada no ataque pertencia a ele. Ele chegou a fazer um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), sendo liberado na noite do mesmo dia. A defesa afirmou que o padastro não participou do ataque e estava colaborando com as investigações. No dia seguinte, as vítimas fatais foram veladas. Pereira foi velada na casa da própria mãe e Sales foi velada na Funerária São João Batista. Ex-alunos, familiares e amigos demonstraram luto em relação às inspetoras mortas. No dia 7, foi divulgada uma informação de que ocorreu uma reunião entre os representantes do Ministério Público do Acre e o secretário da Educação, Reginaldo Ferreira. O governo do Acre iria abrir uma aquisição para detectores de metais nas escolas. No dia 8, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) adiou as aulas nas escolas do estado para o dia 13. Novas medidas foram tomadas, como organização, acolhimento, segurança, entre outras.
Reações A prefeitura de Rio Branco também emitiu uma nota: "Diante da tragédia, o Estado manifesta profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados por este episódio." A Diocese de Rio Branco emitiu uma nota após o ataque: "Ver a violência profanar um espaço sagrado de educação e paz, levando alunos assustados a se jogarem no chão e formarem barricadas com cadeiras em suas próprias salas de aula, causa-nos uma tristeza imensurável", lamentou a Diocese. O deputado Roberto Duarte demonstrou condolências às vítimas: "Antes de qualquer argumento político, o que existe é luto. Raquel e Alzenir representam todos os profissionais da educação que chegam às escolas todos os dias sem saber o que os espera do lado de dentro. Que seus nomes fiquem registrados nos anais desta Casa". O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) lamentou a morte das inspetoras e escreveu: "Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, colegas de trabalho e toda comunidade escolar, rogando a Deus que conceda força e conforto aos corações enlutados", diz parte do comunicado."
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Referência