Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado do Espírito Santo. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Espírito Santo em 2026 apresentaram quantidade significativa de levantamentos, realizados por diferentes institutos e com metodologias distintas. Até julho, haviam sido registrados 16 levantamentos para a disputa pelo governo estadual, produzidos por institutos como Quaest, Paraná Pesquisas, Real Time Big Data, Instituto Perfil, Instituto França, Veritá e Brand Consultoria. A produção de pesquisas envolveu tanto institutos nacionais quanto empresas de atuação regional. O Instituto Perfil, responsável por levantamentos divulgados pelo portal ES Hoje, foi o único instituto capixaba convidado para uma reunião técnica realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral em julho de 2026 para discutir as regras e os critérios das pesquisas eleitorais. O encontro reuniu representantes de cerca de 20 institutos e tratou de questões relacionadas à metodologia e à regulamentação dos levantamentos durante as eleições de 2026. Os levantamentos apresentaram diferenças relevantes quanto ao tamanho das amostras. A Quaest, em pesquisa realizada em julho, entrevistou 804 eleitores em 23 municípios do Espírito Santo, enquanto o Instituto Perfil realizou levantamentos com 1.800 entrevistados e o Real Time Big Data utilizou amostras de 1.600 e 2.000 pessoas em diferentes rodadas. O Veritá, por sua vez, utilizou 1.220 entrevistas em suas pesquisas estaduais de março e maio. As metodologias de coleta também foram variadas. A Quaest realizou entrevistas pessoais por amostragem, selecionando os entrevistados segundo proporções de idade, sexo, raça ou cor, escolaridade e atividade econômica. O Veritá declarou utilizar uma unidade automatizada de respostas com reconhecimento de voz e questionário eletrônico, com amostra baseada em dados do Tribunal Superior Eleitoral, do Censo 2022 e de pesquisas do IBGE. A pesquisa Quaest registrada sob o número ES-07211/2026, realizada entre 10 e 13 de julho, teve custo declarado de R$ 95.877,00 e foi contratada pela Rede Gazeta. Foram entrevistados 804 eleitores em 23 municípios, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O Instituto Veritá realizou pesquisas estaduais por iniciativa própria. O levantamento registrado sob o número ES-06002/2026, realizado entre 18 e 24 de março, teve 1.220 entrevistas, margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sendo declarado como pesquisa de iniciativa própria do instituto. A atividade de pesquisa no Espírito Santo também foi marcada por questionamentos judiciais sobre metodologia e amostragem. Um dos casos mais relevantes envolveu a pesquisa Veritá registrada sob o número ES-06002/2026. O levantamento foi questionado pelo diretório estadual do MDB, que alegou incompatibilidade entre o método estatístico declarado e a distribuição territorial das entrevistas. O Ministério Público Eleitoral apresentou parecer favorável ao pedido de cancelamento da pesquisa. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, 514 das 1.220 entrevistas foram realizadas em Vitória, correspondendo a 42,13% da amostra, embora o município representasse 8,89% do eleitorado estadual. Serra e Vila Velha, que estavam entre os maiores colégios eleitorais do Espírito Santo, não tiveram entrevistas registradas no levantamento. A Procuradoria considerou que a concentração territorial da amostra poderia comprometer sua representatividade e apontou divergência entre o método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), informado no registro, e a forma como as entrevistas teriam sido efetivamente distribuídas. O Ministério Público pediu ao TRE-ES o cancelamento definitivo da pesquisa e a aplicação de multa ao instituto. A controvérsia sobre a pesquisa ES-06002/2026 não resultou imediatamente em sua retirada. Em abril, o TRE-ES havia mantido a divulgação do levantamento enquanto o mérito da representação ainda seria apreciado, apesar dos questionamentos apresentados pelo MDB sobre o plano amostral. Outro levantamento do Instituto Veritá, registrado sob o número ES-09049/2026, resultou em decisão judicial desfavorável ao instituto. Em 3 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo declarou a pesquisa irregular por unanimidade e manteve a proibição de sua divulgação. No julgamento da pesquisa ES-09049/2026, o desembargador eleitoral Américo Bedê Freire Júnior apontou deficiências e impropriedades técnicas que poderiam comprometer ou dificultar a representação de um cenário real. A decisão também considerou problemática a ausência de um critério neutro para a numeração apresentada aos entrevistados. A Procuradoria Regional Eleitoral havia sustentado que a estrutura do levantamento poderia privilegiar determinados cenários e que as irregularidades ultrapassavam erros meramente formais. O órgão defendeu a aplicação de multa em seu grau máximo e classificou os problemas identificados como vício capaz de comprometer a pesquisa. O Instituto Veritá continuou sendo alvo de questionamentos no Espírito Santo após essas decisões. Em relação à pesquisa registrada sob o número ES-08469/2026, o PDT apresentou representação questionando o levantamento, enquanto o instituto contestou a existência de litispendência entre diferentes ações relacionadas à mesma pesquisa. O TRE-ES rejeitou o pedido do instituto para extinguir o processo por litispendência, observando que as ações não apresentavam identidade entre partes, pedidos e causas de pedir. A pesquisa ES-08469/2026 também foi objeto de questionamentos sobre sua metodologia. Análise publicada em maio apontou ausência de informação clara sobre a modalidade de coleta e questionamentos relativos à composição do questionário e aos candidatos incluídos nos cenários. Essas alegações foram levadas à Justiça Eleitoral, que posteriormente analisou os pedidos relacionados ao levantamento. A sucessão de processos envolvendo o Veritá tornou o Espírito Santo um dos estados em que a discussão sobre metodologia de pesquisas ganhou maior repercussão durante o primeiro semestre de 2026. Os questionamentos envolveram principalmente a distribuição territorial da amostra, a correspondência entre a metodologia declarada e a coleta realizada e a neutralidade da apresentação dos cenários aos entrevistados. As pesquisas realizadas por outros institutos apresentaram desenhos metodológicos diferentes. A Quaest, por exemplo, utilizou entrevistas pessoais e amostragem por cotas, enquanto o Veritá declarou utilizar coleta automatizada por reconhecimento de voz. O Instituto Perfil, por sua vez, realizou pesquisas estaduais com amostras de 1.800 entrevistados, permitindo a comparação de seus levantamentos com pesquisas de outros institutos que utilizaram amostras menores. A diversidade de métodos e tamanhos de amostra produziu diferenças entre os levantamentos realizados em períodos próximos. Em abril, a Quaest utilizou 804 entrevistas, enquanto o Veritá empregou 1.220 e o Instituto Perfil 1.800 em seus respectivos levantamentos. Essas diferenças devem ser consideradas na comparação dos resultados, uma vez que os estudos não utilizaram necessariamente o mesmo período de coleta, questionário, método de entrevista ou plano amostral. A discussão metodológica no Espírito Santo também alcançou o Tribunal Superior Eleitoral. Em julho, representantes de institutos participaram de reunião técnica com o TSE para discutir critérios para pesquisas eleitorais. O Instituto Perfil, do Espírito Santo, foi convidado para representar o estado no encontro e apresentou preocupações relacionadas às regras e aos critérios utilizados para avaliação dos levantamentos. A reunião ocorreu no contexto de uma discussão nacional sobre a possibilidade de criação de um mecanismo de certificação dos institutos de pesquisa. O chamado "Selo Acurácia Eleitoral", proposto pelo presidente do TSE, encontrou resistência de grandes institutos nacionais, como Datafolha, PoderData e Quaest, enquanto o Instituto Perfil manifestou apoio à iniciativa e defendeu critérios que permitissem diferenciar metodologias e níveis de confiabilidade. A regulamentação das pesquisas exige que os levantamentos destinados ao conhecimento público sejam registrados previamente na Justiça Eleitoral e que o registro contenha informações sobre metodologia, plano amostral, margem de erro, nível de confiança, questionário, contratante e origem dos recursos. O sistema PesqEle permite a consulta pública dos registros das pesquisas eleitorais. Os episódios envolvendo o Veritá demonstraram que o registro de uma pesquisa não representa uma certificação prévia de sua metodologia. No caso ES-09049/2026, a Justiça Eleitoral posteriormente declarou o levantamento irregular e manteve a proibição de sua divulgação, enquanto no caso ES-06002/2026 o tribunal inicialmente permitiu a divulgação apesar dos questionamentos, antes da análise definitiva do processo. A atuação judicial também demonstra que questionamentos contra pesquisas não produzem necessariamente o mesmo resultado. Algumas representações podem resultar em suspensão ou proibição da divulgação, enquanto outras permanecem em tramitação ou têm seus pedidos rejeitados. Por essa razão, a existência de uma representação contra determinado levantamento não equivale, por si só, ao reconhecimento judicial de irregularidade. O conjunto das pesquisas capixabas também inclui levantamentos de âmbito nacional que apresentam resultados específicos para o eleitorado do Espírito Santo. A Quaest, por exemplo, realizou em julho pesquisa com 804 eleitores do estado que, além de avaliar a disputa estadual, investigou as intenções de voto para a Presidência da República e as disputas pelas duas vagas do Senado. A realização de pesquisas estaduais e de recortes de pesquisas nacionais permite que o eleitorado capixaba seja analisado por diferentes institutos e em diferentes contextos metodológicos. Os levantamentos estaduais geralmente apresentam amostras especificamente desenhadas para o Espírito Santo, enquanto pesquisas nacionais distribuem as entrevistas entre diferentes unidades da Federação. Assim, as pesquisas eleitorais no Espírito Santo em 2026 caracterizaram-se pela participação de diversos institutos nacionais e regionais, pela utilização de diferentes métodos de coleta e planos amostrais e pela realização de sucessivos levantamentos ao longo do primeiro semestre. Até julho, haviam sido identificados 16 registros de pesquisas para a disputa estadual, realizados por sete institutos diferentes. O estado também foi palco de controvérsias judiciais relevantes, especialmente em relação a levantamentos do Instituto Veritá. Em um dos casos, o Ministério Público Eleitoral questionou a distribuição territorial da amostra e pediu o cancelamento da pesquisa ES-06002/2026, apontando concentração de entrevistas em Vitória e ausência de entrevistas em municípios de grande eleitorado. Em outro, referente à pesquisa ES-09049/2026, o TRE-ES declarou o levantamento irregular por unanimidade e manteve a proibição de sua divulgação, apontando deficiências e impropriedades técnicas capazes de comprometer a representação de um cenário real. Paralelamente, o Instituto Perfil participou das discussões nacionais promovidas pelo TSE sobre critérios para pesquisas eleitorais, levando questões específicas do mercado capixaba ao debate nacional. O conjunto desses episódios fez com que, no Espírito Santo, a discussão sobre pesquisas eleitorais em 2026 envolvesse não apenas os resultados divulgados, mas também a representatividade territorial das amostras, a metodologia de coleta, a neutralidade dos questionários, o financiamento e a fiscalização judicial.

Primeiro Turno (Governador)

2026

Agosto - Outubro

Janeiro - Julho

Segundo Turno (Governador)

Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço

Hipóteses com Paulo Hartung

Hipóteses com Magno Malta

Senador

2026

Agosto - Outubro

Abril - Junho

Janeiro - Março

Notas e referências

Notas

Referências